Esteira Xinguana

A esteira xinguana é essencial na produção do polvilho, um dos principais alimentos nas culturas do Alto Xingu.

Tradicionalmente feitas pelas mulheres, de talas de buriti e ornamentadas com trançados de fios de algodão, elas servem para lavar a massa da mandioca, separando dela o polvilho e o líquido venenoso da mandioca brava.

A esteira é colocada aberta sobre uma panela de barro grande, como se fosse uma tampa. Aos poucos a índia coloca um punhado da massa da mandioca, que há pouco foi ralada. Com uma cuia ela joga água sobre a massa e fecha a esteira. Repetidas vezes ela lava a massa e a espreme com a esteira.

O polvilho decantado no fundo da panela vai ser usado para fazer o beiju.

Algumas esteiras, menores e mais trabalhadas, de trançado mais complexo e fechado, servem também como “bandeja” ou “prato” para um visitante ou pessoa importante da aldeia.

Dentro dela um lindo peixe assado envolto por um beiju quentinho, feito na hora. Sal e pimenta, servidos a parte, a gosto…

Etnia: Mehinako
Localização: Parque Indígena do Xingu – Mato Grosso
População: 254 (Ipeax 2011)
Tronco Linguístico: Aruak

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